Acervo Dom Bosco

INAUGURAÇÃO DO PATROCÍNIO DE S. PIETRO EM NISSA A MARE FINALIDADE DO MESMO

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São João Bosco - Obras publicadas.

INAUGURAÇÃO DO PATROCÍNIO DE S. PIETRO EM NISSA A MARE FINALIDADE DO MESMO

exposto pelo Padre GIOVANNI BOSCO

com apêndice do sistema preventivo de educação de jovens

 

1877

TIPOGRAPIA E LIBRERIA SALESIANA

San Pier d'Arena-TURIM-Nizza Marittima { [380]}

 

INAUGURATION DU PATRONAGE DE S. PIERRE A NICE MARITIME BUT DE L’ŒUVRE

exposé par Mr l’abbé JEAN BOSCO

avec appendice sur le systèm préventif pour l’éducation de la Jeunesse

 

IMPRIMERIE ET LIBRAIRIE SALESIENNE

San Pier d’Arena-TURIN-Nice Maritime. { [381]}

 

 

 

 

INDEX

Inauguração                                                                                                                     Inauguration  2

Storia. 4

Finalidade deste Instituto. 7

Mercede. 10

O sistema preventivo na educação de jovens  13

I. Em que consiste o Sistema Preventivo e por que deve ser preferido. 13

II. Aplicação do sistema de Cotações. 15

III. Utilitários do sistema de cotação. 18

Uma palavra sobre punições. 19

Historique. 4

But de l’œuvre. 8

Récompense. 11

Le système préventif dans l’éducation de la jeunesse  14

I. En quoi consiste le Système Préventif pourquoi il est préférable. 15

II. Application du Système Préventif. 17

III. Utilité du Système Préventif. 20

Un mot sur les punitions. 21

Índice de assuntos  22

 


Inauguração Inauguração

 

    O Patrocínio de São Pedro inaugurado na cidade de Nice em favor das crianças vulneráveis foi acolhido pela população de Nice com grande benevolência. Contudo, todos queriam que a Pia Instituição viesse com uma celebração familiar inaugurada, para que todos tivessem de certa forma a certeza pública de que os seus votos foram cumpridos.

    L’As autoridades eclesiásticas e as autoridades civis acolheram o convite com prazer e cordial aprovação. II Sr. Cavaleiro Raynaud Prefeito da cidade detido por imprevistos foi representado por Cavaleiro Vereador Toselli. Monsenhor Pietro Sola com o clero da capela do bispo veio pontificar solenemente.

    Os jornais, tendo publicado esta inauguração, presumiram cada um a intervenção de muitos cidadãos; Portanto, para evitar confusões devido à estreiteza do local, foi dirigida uma circular a quem pudesse estar particularmente interessado. { [382]}

    A circular era a seguinte: “Na segunda-feira, dia 12 deste mês, às duas e meia da tarde, Monsenhor Bispo inaugurará o Patrocínio de São Pedro, Piazza d'armi, N° 1, antiga Villa Gautier. Este edifício e jardim foram adquiridos recentemente e destinam-se a recolher crianças abandonadas para as ajudar a aprender um ofício. Com a convicção de que este trabalho eminentemente popular e moralizante encontrará certamente a simpatia de todas as pessoas que participam naquilo que contribui para o bem da classe trabalhadora, o Comité pede-lhe que honre esta função na sua presença.

                Monsenhor. Pietro Sola Bispo.

                Pe. Gio. Bosques Superiores.

                Pe. Gius. Diretor Ronchail.

    O Comitê: Conde de Béthune.

    Conte MiCHAUD de Beauretour.

    Conte de la Ferté-Meun.

    Advogado Ernesto Michel.

                Barone Heraud.

                C. Gignoux.

                AUGUSTE FARAUT.

                Nice, 9 de março de 1877.

{6 [384]}

                Na Igreja. — Música religiosa executada pelos alunos do Instituto — Objetivo do trabalho explicado por Pe. Bosco - Bênção col SS. Sacramento em forma solene concedido por Monsenhor. Bispo. {8 [386]}

    No jardim. — Diálogo composto por Monsenhor. Sozinho — Música e animação diversa — Visita às salas, escolas e laboratórios.”

    No dia marcado, bem antes do início dos cultos, a pequena capela e as salas adjacentes estavam lotadas de pessoas reunidas. O pátio nas vielas que o dividem e ladeiam era decorado com bandeiras de diversas cores. Os jovens do estabelecimento executaram diversas peças musicais para soprano, contralto e coros. Todos ficaram surpresos como em tão pouco tempo os alunos conseguiram progredir tanto nesta arte civilizadora do coração humano. O canto das Vésperas terminou Pe. Bosco explicou a finalidade do Instituto com as seguintes palavras:

Reverendíssima Excelência,

e muito respeitados Srs. Benfeitores,

 

    Sua presença, Excelência. Rev.ma, Honorável Sr. Prefeito, Prezados Senhores, isso me traz o maior consolo, porque me dá oportunidades {10 [388]} poder agradecer publicamente a caridade que me foi demonstrada na pessoa das crianças pobres do Padroeiro de São Pedro. Ao mesmo tempo, posso também exprimir livremente a finalidade de uma obra, fundada por vós, apoiada por vós, muitas vezes objecto da vossa caridade, que agora, humilde mas calorosamente, pretendo colocar e preservar inalteravelmente sob a vossa benevolente protecção. Mas para que eu possa lhe dar uma ideia clara do Instituto que você protege, peço-lhe que ouça uma breve história, que não deverá desanimá-lo e nos ajudará a saber tanto quanto desejamos. Ouvir.

 

 

Storia.

 

    Há alguns anos o Bispo desta Diocese foi a Turim e, depois de falar de outras coisas, lamentou uma multidão de crianças expostas aos perigos da alma e do corpo, e expressou um desejo ardente de prover às suas necessidades. Pouco depois, dois senhores desta mesma cidade, em nome dos Irmãos de São Vicente de Paulo, manifestaram o mesmo pesar, especialmente pelas muitas crianças que, nos feriados, corriam pelas ruas e perambulavam pelas praças lutando. {12 [390]} xingar, roubar. Mas a dor daqueles dois benfeitores dos infelizes aumentou muito quando perceberam que aqueles pobres rapazes, depois da vida de vagabundos, depois de terem causado problemas ao poder público, iam principalmente povoar as prisões. Meu Deus, exclamaram, não se pode evitar a ruína de tantos jovens, que podem ser chamados de infelizes, não porque sejam perversos, mas apenas porque estão abandonados? Temos, é verdade, os Patronatos dominicais que proporcionam alguma utilidade, mas não atendem suficientemente às necessidades de alguns que vivem sem teto, sem comida e sem roupa. Soma-se a isso a escassez de sacerdotes que tenham tempo livre para cuidar deste importante ministério.

    Foi então que, com a aprovação do querido Bispo desta Diocese, os referidos Senhores escreveram cartas e depois vieram pessoalmente a Turim para observar um hospício destinado a uma classe semelhante de crianças. Eles vieram e logo entendemos a necessidade de uma casa onde os laboratórios fossem ativados, os mais abandonados fossem reunidos, educados, formados em alguma profissão. Mas onde {14 [392]} encontrar esta casa e, quando encontrada, como comprá-la e como sustentá-la? Esta casa deveria ter sido inaugurada aqui em Nice em benefício das crianças desta cidade: em Nice que é uma cidade de caridade, de caridade, uma cidade eminentemente católica. Portanto, em relação aos meios materiais, demos por unanimidade esta resposta: «Os Irmãos da Conferência de São Vicente de Paulo farão o que puderem: Nice não nos negará o seu apoio caritativo. É sobre o bem da sociedade, é sobre salvar almas, Deus e conosco, Ele nos ajudará”.

    E aqui estão dois sacerdotes que saem de Turim com as mãos nas mãos, sem outro equipamento senão a confiança na providência do Senhor e na caridade do povo de Nice. Aqueles dois padres foram recebidos por todos com grande benevolência, porque todos consideraram necessário um Instituto para acolher crianças vulneráveis. Foi então, senhores, que vistes o vosso Bispo, como bom pastor, na sua grave idade de 85 anos, a correr de praça em praça, de rua em rua, à procura de um lugar, de um asilo para órfãos, para jovens inseguros. Este jardim de infância foi encontrado na via Vittorio, N° 21; e os Irmãos de São Vicente de Paulo assumiram temporariamente o aluguel.

    Monsenhor. O Bispo inaugurou o novo Padroado, abençoou a capela, celebrou a Santa Missa no dia 28 de novembro de 1875, expressando a sua grande consolação com um sermão específico {16 [394]} pela semente de mostarda semeada, da qual esperava aumento e vantagem. O nascente Instituto foi denominado São Pedro em deferência ao Bispo que o inaugurou, em homenagem a São Pedro Príncipe dos Apóstolos e em homenagem ao Sumo Pontífice Pio IX que se dignou enviar uma bênção especial ao Instituto, aos Benfeitores e a todos os seus promotores, acrescentando a generosa oferta de dois mil francos. Não houve demora, começámos imediatamente a recolher as crianças nos feriados e algumas das mais abandonadas foram internadas no hospital. No entanto, toda esta sala consistia em alguns quartos no piso térreo e no subsolo. Mas de que adiantavam alguns quartos comparados com tantas crianças, que a cada momento pediam abrigo para a sua desgraça? O lugar era pequeno, os pacientes deviam ser poucos, mas foi o suficiente para nos assegurar que as crianças travessas, para quem até a educação cristã é por vezes considerada infrutífera, se conseguirem distanciar-se do perigo dos seus colegas, da má imprensa, encerrados num lugar isolado, facilmente recaem no bom caminho, tornando-se cidadãos úteis, a decoração da sua pátria, a glória da nossa santa religião. Aquele pequeno rebanho, aquele pequeno número de doentes tornou mais evidente a necessidade de sustentar o crescente número de crianças pobres num âmbito mais vasto, por isso foi criado outro edifício para servir de abrigo e de jardim capaz de acolher os forasteiros em ambientes agradáveis e honestos. {18 [396]} recreação nos feriados. Este lugar foi e é a Villa Gautier, onde nós, Respeitados Senhores, estamos atualmente reunidos. Este local foi considerado muito apropriado, porque estava fora da agitação da cidade, mas perto o suficiente para a intervenção de estranhos. Depois de muita deliberação, este estabelecimento foi acordado no valor de (100.000) cem mil francos para compras e despesas acessórias. Através da oferta do Santo Padre e de outras pessoas caritativas, metade já foi paga: esperamos que a outra metade seja paga aos poucos.

    Agora, senhores, se olharmos ao nosso redor para o sul, vemos um local fechado com uma cerca: é doado à Sociedade de São Vicente de Paulo para suas obras de caridade. Outra parte do jardim, em frente e atrás da casa, serve para reter os artesãos externos reunidos de vários pontos da cidade, que aqui vêm passar o feriado. A pouca distância destes, mas totalmente separados, os moradores, ou seja, aqueles que estão internados e moram na casa que inauguramos, estão em recreação. Um trecho do jardim ainda permanece livre, e este será utilizado para os trabalhos de quinta-feira, que tem como objetivo reunir os jovens estudantes, mantê-los entretidos com jogos, com ginástica, com declamação, com música, com teatro, para que possam passar o dia longe do perigo e com alguma vantagem da ciência e da moralidade. {20 [398]} Mas todas essas categorias de estudantes sempre cumprem seus deveres religiosos antes de participarem de suas diversões.

    Se vocês, senhores, se dignarem visitar este edifício, encontrarão algumas salas transformadas em capelas, e é precisamente a pequena igreja que ocupamos atualmente. Outras salas especiais servem de cozinha, refeitório, dormitório para as crianças do Hospício; depois há salas para escolas de canto, som, catecismo e leitura que funcionam durante o dia e ainda mais para os alunos externos que em números muito consideráveis frequentam escolas noturnas. Em outra localidade trabalham os sapateiros, os alfaiates, os carpinteiros, os encadernadores que são as oficinas dos alunos do nosso humilde Instituto.

    Esta é a pequena história que eu queria, ou melhor, tinha que contar-lhes, para que sejamos cada vez mais gratos à bondade do Senhor que sabe obter do nada aquilo que Ele julga adequado para a realização dos seus adoráveis desejos. {22 [400]}

 

 

Finalidade deste Instituto.

 

    Ao ouvir as pessoas falarem sobre escolas, ofícios, interiores, exteriores, trabalhadores adultos e artesãos, você me dirá: Em que condições estão esses jovens? o que quer dizer: Qual é a finalidade deste Instituto?

    Esta é uma pergunta justa e apropriada à qual respondo prontamente.

    Existem duas categorias de alunos: uma dos externos, que vem passar o Dia do Senhor, e durante o sétimo ano frequentam escolas noturnas. A outra categoria são os internos, cuja condição política, moral e educacional vocês podem facilmente aprender pelo fato de que peço que ouçam. Um jovem apareceu esta manhã pedindo internação. —Quem é você? ele foi questionado. — Sou uma criança, um pobre órfão. — Seu pai não está mais vivo? —Ele morreu antes que eu o conhecesse. — Ela é sua mãe? — Minha mãe está na maior pobreza e, sem poder me dar pão, me mandou procurar algo para viver. — Como você ganha o seu pão? — Eu ganho a vida tocando violino. — Onde? — Nas tabernas e nos cafés, mas se conseguir aprender bem música espero mais tarde ir tocar em teatros e assim ganhar dinheiro. — Quantos anos você tem? — Eu tenho 15 em 16. {24 [402]} — Você sabe ler e escrever? — Muito pouco. — Você já foi promovido à Sagrada Comunhão? — Ainda não. — Tendo-lhe então feito um breve exame da sua educação religiosa, reconheceu-se que ele ignorava as partes mais elementares da mesma e que, além disso, corria o maior perigo de perder a sua honra, a sua alma e ser levado com os infelizes habitantes das prisões.

    No dia seguinte (13 de março) apareceu outro rapaz de 16 anos que nunca tinha confessado ou comunicado. Ele era um órfão, um estranho, desprovido de tudo e já bastante avançado no caminho do mal. Ele foi calorosamente recebido. No dia 14 do mesmo mês, outro menino foi encontrado e seus parentes o colocaram desesperadamente em um hospício protestante. Il ragazzo abborrendo le cose che colà udiva contro ai cattolici, {26 [404]} riusci a fuggire, ma ne fa ricercato e per forza ricondotto; potè fuggire la seconda volta e fu allora che per buona ventura incontrò il Direttore del Patronato di S. Pietro, che, inteso il tristo caso, lo accettò immediatamente. A partir destes e de outros fatos semelhantes você poderá entender qual é a condição dos nossos jovens. Reúna os meninos pobres e inseguros, instrua-os na religião, coloque os externos para trabalhar para um mestre honesto e empregue os internos nas oficinas estabelecidas aqui na casa, fazendo-os aprender um ofício com o qual poderão ganhar o pão da vida no devido tempo. Você me perguntará novamente a este respeito: há muitos jovens assim? Os externos são em número muito notável, mas os internos por enquanto são apenas 65: porém, são mais de duzentos que solicitam com urgência para serem recebidos, e isso acontecerá gradativamente à medida que tivermos um espaço preparado, a disciplina se organizar e a Providência divina nos enviar meios para mantê-los.

    Neste ponto da nossa apresentação você me fará outra pergunta razoável. A estreiteza do local, a multidão de pedidos de acolhimento, as reparações, as ampliações das instalações, ou melhor, desta própria igreja, onde estamos, exigem um edifício maior, mais alto, que melhor possa servir para a celebração da missa, para ouvir confissões, para ensinar catecismo. {28 [406]} pei piccoli, per la predicazione degli adulti e per coloro stessi che abitano qui vicino. Estas coisas são indispensáveis para que este Instituto alcance o seu objetivo que é o bem da humanidade e a salvação das almas. Agora, como podemos suprir tantas necessidades que são necessárias? Como encontrar o dinheiro indispensável para dar pão aos estagiários, vesti-los, fornecer-lhes professores, auxiliares, dirigentes artísticos? Como dar continuidade aos trabalhos realizados e aqueles que devem ser iniciados.

    É tudo verdade, aliás acrescentaria, que para sustentar as obras já iniciadas tiveram de ser contraídas várias dívidas, e esta mesma casa só está metade paga; isto é, ainda faltam mais de cinquenta mil francos para pagar. Apesar de tudo isto, não devemos ficar consternados. Aquela Providência Divina que, como mãe misericordiosa, zela por todas as coisas, que provê os pássaros do céu, os peixes do mar, os animais da terra, os lírios do campo, não proverá para nós que somos muito mais preciosos diante do Criador do que aqueles seres materiais? Além disso; Aquele Deus que em vocês, em seus corações beneficentes, inspirou o pensamento generoso de promover, fundar e apoiar esta obra até agora, não continuará a infundir graça, coragem e a fornecer-lhes os meios para continuá-la? Mais ainda: Aquele Deus que sem nada fez fundar Institutos, nos quais estão reunidas mais de catorze mil crianças, sem {30 [408]} para eles não há sequer um centavo preventivo, será que Deus agora quer que nos falte a sua ajuda nestas obras, que tendem todas a levantar a classe mais abandonada e mais necessitada da sociedade civil, a levantar as almas mais precárias, aquelas almas para quem o céu e a terra foram criados e todas as coisas que estão contidas no céu e na terra: aquelas almas pelas quais o nosso adorável Salvador deu até a última gota de seu sangue?

    Não, portanto, sem dúvida, sem medo de que nos falte a ajuda do Céu. Não façamos esta injustiça à Bondade Divina, não façamos esta injustiça à sua Religião e à sua grande e muitas vezes experimentada generosidade. Estou certo de que a caridade que vos levou a tantos sacrifícios no passado nunca permitirá que uma obra tão felizmente iniciada permaneça imperfeita.

    Esta esperança, além da bondade de seus corações, tem também outro fundamento sólido que se baseia na grande recompensa que todos vocês buscam e que Deus assegura às obras de caridade. {32 [410]}

 

 

Mercede.

 

    Deus é infinitamente rico e de infinita generosidade. Como homem rico, ele pode nos dar uma grande recompensa por tudo o que é feito por seu amor; como pai de infinita generosidade, ele paga com boa e abundante medida cada pequena coisa que fazemos por seu amor. Tu, diz o Evangelho, não darás um copo de água fria em meu nome a um dos meus menos favorecidos, isto é, a uma pessoa necessitada, sem que ela receba o seu salário.

    A esmola, Deus nos diz no livro de Tobit, nos liberta da morte, purifica a alma dos pecados, nos faz encontrar misericórdia na presença de Deus e nos leva à vida eterna. Eleemosina est quae a morte liberat: purgat peccata, facit invenire misericordiam et vitam aeternam.

    Entre as grandes recompensas está também esta que o Divino Salvador considera toda caridade dada ao desafortunado como feita a si mesmo. Se víssemos o Divino Salvador andando miseravelmente pelas nossas praças, batendo na porta de nossas casas, haveria algum cristão que não lhe oferecesse generosamente até o último centavo de sua bolsa? Também na pessoa dos pobres, dos mais abandonados, o Salvador está representado. Tudo, diz Ele, que você faz ao mais abjeto, você faz a mim mesmo. Portanto, já não são crianças pobres que {34 [412]} pedem caridade, mas é Jesus na pessoa do seu pobre povo.

    O que diremos então da recompensa excepcional que Deus mantém reservada no momento mais importante e difícil em que nosso destino será decidido com uma vida sempre feliz ou sempre infeliz? Quando nós, ó Senhores, nos apresentarmos ao tribunal do Juiz Supremo para prestar contas das ações da vida, a primeira coisa que ele nos lembrará com amor não são as casas construídas, as economias feitas, a glória adquirida ou as riquezas adquiridas; ele não dirá uma palavra sobre isso, mas apenas dirá: Vem, ó abençoado por meu Pai Celestial, vem possuir o reino que está preparado para você. tive fome e vocês, na pessoa dos pobres, me deram pão; ele estava com sede e você me deu de beber; Eu estava nu, você me vestiu; foi no meio de uma rua, e você me deu abrigo. Tunc dicet Rex his qui a dextris eius erunt: Venite, benedicti patris mei, possidete paratum vobis regnum a constitutione mundi. Esurivi enim et dedistis mihi manducare; sitivi et dedistis mihi bibere; hospes eram et collegistis me; nudus et cooperuistis me (Matth. cap. 25, vers. 54-56).

    O Juiz Divino dirá estas e mais outras palavras conforme estão registradas no Evangelho: após o que ele lhes dará a bênção e os conduzirá à posse da vida eterna.

    Mas Deus, pai de bondade, sabendo que nossos {36 [414]} o espírito está pronto e a carne está muito fraca, quer que nossa caridade seja cem vezes maior ainda na vida presente. De quantas maneiras, Senhores, Deus nos dá cem vezes mais boas obras nesta terra? As graças especiais de viver bem e morrer bem são cem vezes maiores; são a fertilidade do campo, a paz e a harmonia das famílias, o bom desfecho dos assuntos temporais, a saúde dos parentes e amigos; conservação, boa educação das crianças. A recompensa da caridade cristã é o prazer que cada um sente no coração ao realizar um bom trabalho. Não é um grande consolo quando você reflete que com uma pequena esmola você contribui para retirar da sociedade civil os seres nocivos para torná-los homens vantajosos para si mesmos, para o próximo, para a Religião? Seres que estão prestes a tornar-se o flagelo das autoridades, os infratores das leis públicas e a consumir o suor dos outros nas prisões, permitindo-lhes, em vez disso, honrar a humanidade, trabalhar e através do trabalho ganhar um sustento honesto, e isto com a dignidade dos países em que vivem, com a honra das famílias a que pertencem?

    Além de todas essas recompensas que Deus concede na vida presente e futura, ainda há uma que os beneficiários devem oferecer aos seus benfeitores. Sim, senhores, não queremos privá-los dessa recompensa que está inteiramente ao nosso alcance. - Ouça: {38 [416]} Todos os sacerdotes, os clérigos, todos os jovens reunidos e educados nas casas da Congregação Salesiana e mais especialmente nas do Patrocínio de São Pedro, elevarão ao céu orações particulares, de manhã e à noite, pelos seus benfeitores. De manhã e à noite, os vossos beneficiários invocarão as bênçãos divinas sobre vós, sobre as vossas famílias, sobre os vossos parentes, sobre os vossos amigos, com orações apropriadas. Eles implorarão a Deus que preserve a paz e a harmonia em suas famílias, lhes conceda uma saúde estável e uma vida feliz, afaste de vocês os infortúnios tanto nas coisas espirituais quanto nas temporais, e a tudo isso acrescente a perseverança no bem, e, o mais tardar que Deus queira, que seus dias sejam coroados com uma morte santa. Se então, no decorrer da vida mortal, senhores, tivermos a sorte de encontrá-los nas ruas da cidade ou em qualquer outro lugar, ah, sim, então nos lembraremos com alegria dos benefícios recebidos e descobriremos respeitosamente nossas cabeças como um sinal de gratidão indelével na terra, enquanto um Deus misericordioso lhes garantirá a recompensa dos justos no Céu. Centuplum accipietis et vitam aeternam possidebitis. {40 [418]} Terminado o pequeno sermão da oportunidade, alguns ouvintes decidiram espontaneamente fazer uma esmola que foi copiosa além das expectativas. O número de pessoas era muito limitado devido à estreiteza do local, quase todos benfeitores habituais, pelo que se considerou oportuno nem sequer recomendar a esmola. No entanto, acabou por ser cerca de mil e quinhentos francos.

    Após a função sagrada visitamos também uma sala onde em algumas mesas estavam expostos objetos para um pequeno sorteio em favor dos jovens do Patronato. Desde que se espalhou a notícia de que o sorteio serviria para comprar pão para os jovens do Patronato, houve uma notável venda de bilhetes.

    Tínhamos assim mais um motivo para agradecer aos nossos merecedores ouvintes e para sermos cada vez mais gratos à bondade divina, que de tantas maneiras e a cada momento nos oferece novos motivos para louvá-la e abençoá-la agora e por todos os séculos. {42 [420]}

 

 

O sistema preventivo na educação de jovens

 

    Várias vezes me pediram para expressar verbalmente ou por escrito algumas reflexões sobre o chamado sistema preventivo que normalmente é utilizado em nossas casas. Por falta de tempo não consegui até agora satisfazer esse desejo, e agora dou aqui uma dica, que espero seja como um índice do que pretendo publicar numa pequena obra especialmente preparada, se Deus me der vida suficiente para poder realizá-lo, e isso apenas para beneficiar a difícil arte da educação dos jovens. Direi, portanto: em que consiste o Sistema Preventivo e por que deve ser preferido: a sua aplicação prática; e suas vantagens.

 

 

I. Em que consiste o Sistema Preventivo e por que deve ser preferido.

 

    Existem dois sistemas utilizados em todos os momentos na educação dos jovens: Preventivo e Repressivo. O sistema Repressivo consiste em dar a conhecer {44 [422]} a lei aos súditos, depois monitorar para identificar os transgressores e infligir, quando necessário, a punição merecida. Neste sistema as palavras e a aparência do Superior devem ser sempre severas e bastante ameaçadoras, e ele próprio deve evitar qualquer familiaridade com os empregados.

    Para aumentar o valor de sua autoridade, o Diretor raramente deve estar entre seus súditos e principalmente quando se trata de punir ou ameaçar. Este sistema é fácil, menos cansativo e é especialmente útil nas milícias e em geral entre pessoas adultas e sensatas, que devem ser capazes de saber e lembrar o que está em conformidade com as leis e regulamentos.

    O sistema Preventivo é diferente, e eu diria, oposto. Consiste em dar a conhecer as prescrições e os regulamentos de um Instituto e depois fazer com que os alunos tenham sempre sobre eles o olhar atento do Diretor ou dos assistentes, que falam como pais amorosos, servem de guia em todas as eventualidades, aconselham e corrigem com amor, ou seja: impossibilitam os alunos de cometer falhas.

    Este sistema é inteiramente baseado na razão, religião e bondade, portanto exclui qualquer punição violenta e tenta afastar as mesmas punições leves. Sembra che questo sia preferibile per le seguenti ragioni: {46 [424]}

    I. O aluno previamente avisado não se desanima com as faltas cometidas, como acontece quando são denunciadas ao Superior. Tampouco se irrita com a correção feita ou com o castigo ameaçado ou infligido, porque nele há sempre uma advertência amigável e preventiva que o raciocina, e na maioria das vezes consegue conquistar o coração, de modo que o aluno conhece a necessidade do castigo e quase o deseja.

    II. A razão mais essencial é a mobilidade juvenil, que num momento esquece as regras disciplinares, os castigos que ameaçam: portanto, uma criança muitas vezes torna-se culpada e merecedora de um castigo, ao qual nunca prestou atenção, ao qual não se lembrava de nada no acto da falta cometida e que certamente teria evitado se uma voz antiga o tivesse avisado.

    III. O sistema repressivo pode prevenir uma desordem, mas dificilmente melhorará os criminosos; e observou-se que os jovens não esquecem os castigos sofridos e, na maioria das vezes, guardam amargura com o desejo de se livrar do jugo e até de se vingar dele. Às vezes parece que não se importam, mas quem acompanha o seu progresso sabe que as reminiscências da juventude são terríveis; e que esquecem facilmente os castigos dos pais, mas muito dificilmente os dos educadores. Vi sono fatti di alcuni che in vecchiaia vendicarono bruttamente certi castighi toccati giustamente in tempo di loro {48 [426]} educação. Ao contrário, o sistema Preventivo faz do aluno um amigo, que vê no auxiliar um benfeitor que o alerta, quer torná-lo bom, libertá-lo das mágoas, dos castigos e da desonra.

    IV. O sistema Preventivo torna o aluno afetuoso para que o educador ainda consiga falar com a linguagem do coração tanto durante a educação quanto depois dela. O educador, tendo conquistado o coração do seu protegido, poderá exercer sobre ele um grande império, alertá-lo, aconselhá-lo e até corrigi-lo sempre que se encontrar nos empregos, nos cargos públicos e no comércio. Por estas e muitas outras razões, parece que o sistema Preventivo deveria ser preferido ao Repressivo. {50 [428]}

 

 

II. Aplicação do sistema de Cotações.

 

    A prática deste sistema é inteiramente baseada nas palavras de São Paulo que diz: Charitas benigna est, patiens est; omnia suffert, omnia sperat, omnia sustinet. A caridade é benigna e paciente; ele sofre tudo, mas espera tudo e suporta qualquer enfermidade. Portanto, somente o cristão pode aplicar com sucesso o sistema Preventivo. A Razão e a Religião são as ferramentas que o educador deve utilizar constantemente, ensiná-las e praticá-las ele mesmo se quiser ser obedecido e alcançar seu objetivo.

    I. O Diretor deve, portanto, dedicar-se inteiramente aos seus alunos, nunca assumindo compromissos que o afastem do cargo, mas antes estar sempre com os seus funcionários sempre que estes não estejam necessariamente vinculados a alguma ocupação, salvo quando devidamente assistidos por outros.

    II. Os professores, os líderes artísticos, os assistentes devem ter moralidade conhecida. Il traviamento di un solo può compromettere un Istituto educativo. {52 [430]} Certifique-se de que os alunos nunca estejam sozinhos. Na medida do possível, os assistentes os precedem até o local onde devem se reunir; fique com eles até que sejam assistidos por outras pessoas; nunca os deixe desempregados.

    III. Dê a si mesmo ampla oportunidade de pular, correr e gritar como quiser. A ginástica, a música, a declamação, o teatro, as caminhadas são meios muito eficazes de obter disciplina, beneficiando a moral e a saúde. Apenas certifique-se de que a questão da detenção, as pessoas que intervêm, as conversas que ocorrem não sejam questionáveis. Faça o que quiser, disse o grande amigo da juventude S. Filippo Néri, basta-me que não cometa pecados.

    IV. A confissão frequente, a comunhão frequente, a missa diária são os pilares que devem sustentar um edifício educativo, do qual queremos afastar a ameaça e o açoite. Nunca aborreçam ou obriguem os jovens a frequentar os Santos Sacramentos, mas dê-lhes a oportunidade de tirar proveito deles. Depois, nos casos dos exercícios espirituais, dos tríduos, das novenas, dos sermões, dos catecismos, deve ser destacada a beleza, a grandeza, a santidade daquela Religião que oferece meios tão fáceis, tão úteis à sociedade civil, à tranquilidade do coração, à salvação da alma, como são os santos Sacramentos. Desta forma, as crianças permanecem espontaneamente {54 [432]} seduzidos por essas práticas de piedade, eles se aproximarão delas de boa vontade.

    V. Deve-se usar a máxima vigilância para evitar que sejam trazidos para o Instituto companheiros, livros ou pessoas que façam maus discursos. A escolha de um bom concierge é um tesouro para uma casa de educação.

    VI. Todas as noites, depois das orações ordinárias, e antes dos alunos irem descansar, o Diretor, ou alguém em seu nome, dirige algumas palavras afetuosas em público, dando alguns conselhos ou conselhos. {56 [434]} perto de coisas para fazer ou evitar; e tentar extrair máximas de acontecimentos ocorridos durante o dia no Instituto ou fora dele; mas sua fala nunca excede dois ou três minutos. Esta é a chave para a moralidade, o bom desempenho e o sucesso da educação.

    VII. Afastai como uma peste a opinião de quem gostaria de adiar a primeira comunhão para uma idade demasiado avançada, quando na maior parte das vezes o diabo se apoderou do coração de um jovem, com prejuízo incalculável da sua inocência. Segundo a disciplina da Igreja primitiva, as hóstias consagradas que sobravam da comunhão pascal eram geralmente dadas às crianças. Isto serve para nos mostrar o quanto a Igreja ama que as crianças sejam admitidas à Sagrada Comunhão a tempo. Quando um menino sabe distinguir entre pão e pão, e demonstra educação suficiente, deixa de prestar atenção à idade e o Soberano Celestial passa a reinar naquela alma abençoada.

    VIII. Os catecismos recomendam a comunhão frequente, São Filipe Néri recomendava-a a cada oito dias e até com maior frequência. O Concílio de Trento deixa claro que deseja supremamente que todo fiel cristão também receba a comunhão quando vai ouvir a Santa Missa. Mas esta comunhão não deve ser apenas espiritual, mas antes sacramental, para que maiores frutos possam ser obtidos deste augusto e divino sacrifício. (Concilio Trid., sess. XXII, cap. VI). {58 [436]}

 

 

III. Utilitários do sistema de cotação.

 

    Alguns dirão que este sistema é difícil na prática. Observo que para os alunos é muito mais fácil, mais satisfatório, mais vantajoso. Por parte dos educadores, contém algumas dificuldades, que no entanto permanecem diminuídas se o educador se dedica com zelo ao seu trabalho. O educador é um indivíduo dedicado ao bem dos seus alunos, deve estar pronto para enfrentar qualquer inconveniente, qualquer esforço para atingir o seu objetivo, que é a educação civil, moral, científica dos seus alunos.

    Além das vantagens acima citadas, acrescenta-se aqui que:

    I. O aluno será sempre amigo do educador e sempre lembrará com prazer a orientação que teve, considerando ainda seus professores e demais superiores como pais e irmãos. Para onde vão estes estudantes são sobretudo o consolo da família, dos cidadãos úteis e dos bons cristãos. {60 [438]}

    II. Qualquer que seja o carácter, a natureza, o estado moral de um aluno no momento da sua aceitação, os familiares podem viver confiantes de que o seu filho não irá piorar, e pode-se presumir que ele irá sempre conseguir alguma melhoria. Com efeito, certas crianças que durante muito tempo foram o flagelo dos seus familiares e até mesmo rejeitadas pelos lares correcionais, cultivadas segundo estes princípios, mudaram a sua natureza e o seu caráter, entregaram-se a uma vida moral e ocupam atualmente cargos de honra na sociedade, tornando-se assim o sustento da família, a decoração do país em que vivem.

    III. Os alunos que por acaso ingressam em um Instituto com hábitos tristes não podem prejudicar seus colegas. Nem os bons jovens poderão ser prejudicados por eles, porque não há tempo, nem lugar, nem oportunidade, pois o assistente, que presumimos estar presente, remediaria rapidamente.

 

 

Uma palavra sobre punições.

 

    Que regras devem ser seguidas ao infligir punições? Sempre que possível, nunca use punições; onde a necessidade exige repressão, considera-se o seguinte: {62 [440]}

    I. O educador deve tentar fazer-se amado entre os seus alunos se quiser ser temido. Neste caso a retirada da benevolência é um castigo, mas um castigo que excita a emulação, dá coragem e nunca deprime.

    II. Entre os jovens é o castigo que serve de castigo. Observou-se que um olhar desamoroso em alguns produz um efeito maior do que um tapa. Elogiar quando algo é bem feito, culpar quando há negligência já é uma recompensa ou um castigo.

    III. Exceto em casos muito raros, as correções e punições nunca são dadas em público, mas em particular, longe dos colegas, e a máxima prudência e paciência são usadas para garantir que o aluno entenda seu erro com a razão e a religião.

    IV. O Diretor dá a conhecer as regras, recompensas e punições estabelecidas pelas leis disciplinares, para que o aluno não possa desculpar-se dizendo: Ele não sabia que isso era proibido.

    Acredito que os Institutos que colocarem em prática este sistema poderão obter grandes vantagens sem sofrer chicotadas ou outras punições violentas. Há cerca de quarenta anos que lido com jovens, e não me lembro de ter usado castigos de qualquer espécie, e com a ajuda de Deus sempre obtive não só o que era devido, mas também o que eles simplesmente queriam, e isto daquelas mesmas crianças, cuja esperança de sucesso parecia perdida. {64 [442]}

    Le Patronage de Saint Pierre, ouvert à Nice pour les enfants abandonnés, fut salué avec beaucoup de bienveillance par les habitants de la ville. Tous cependant désiraient que cette pieuse Institution fût inaugurée par une fete de famille, afin que chacun pût en quelque maniere s’assurer, que ses vœux étaient satisfaits.

    L’Autorité écclésiastique, et les Autorités civiles reçurent l’invitation avec une cordiale bienveillance. M. le Chevalier Raynaud, Maire de la ville, retenu par des affaires imprévues fût représenté par M. le Chev. Toselli adjoint. Monseigneur l’Évêque, avec le Clergé de la chapelle Épiscopale, vint pontifier solennellement.

    Les journaux ayant annoncé cette inauguration, on présuma que la foule des assistant serait trop grande, et afin d’éviter la confusion dans un local étroit, une circulaire fût adréssée aux personnes plus particulierement intéressées. { [383]} Elle était conçue en ces termes:

    “Lundi 12 courant, à deux heures et demie de l’après midi Monseigneur l’Évêque inaugurera le Patronage de Saint-Pierre place d’armes N. 1. ancienne villa Gauthier. Cet édifice, avec le jardin, a été nouvellement acheté et destiné à offrir un asile aux enfants abandonnés, et à leur apprendre un metier. Persuadé que cette œuvre éminemment populaire et moralisatrice, ne peut que rencontrer la sympathie de tous ceux qui s’intéressent au bien être de la classe ouvrière, le comité vous prie vouloir bien honorer de votre présence cette cérémonie.

    Monseigneur Jean-Pierre Sola Évêque.

    M. l’Abbé Jean Bosco Fondateur.

    Abbé Joseph Ronchail, Directeur.

    Le Comité: Comte de Béthune.

    Comte Michaud de Beauretour.

                Comie de la Ferté-Meun.

                Av. Ernest Michel.

                Baron Héraud.

                C. Gignoux.

                Auguste Faraut.

Nice, le 9 Mars 1877. {7 [385]}

 

 

    À l’Église. — Musique religieuse par les enfants de la maison. — Exposé du but de l’œuvre par l’abbé Bosco, suivi du salut donné solennellement par Monseigneur. {9 [387]}

 

 

    Dans le jardin. — Dialogue composé par Monseigneur. — Musique et entretiens divers. — visite des salles, des écoles, et des ateliers.

    Le jour de la fête avant la cérémonie la petite chapelle et les salles qui sont a côté étaient remplies d’invites. La cour et ses allées étaient ornées d’une quantité de petits drapeaux de différents couleurs. Les enfants du Patronage, chantèrent plusieurs morceaux de musique. Tout le monde etait étonné du progrès qu’ils avaient pu faire en cet art civilisatrice du cœur humain, dans un temps si court. Après les Vêpres, M. l’abbé Bosco exposait le but de l’œuvre de la manière suivante.

 

 

 

Monseigneur,

Honorables Messieurs et Bienfaiteurs,

 

    L’honneur de me trouver en Votre présence, très-Révérend Monseigneur, très-honorable Maire, et très-dignes Messieurs, produit en moi une très-grande {11 [389]} joie, pour l’occasion si favorable, et tant désirée de vous remercier de tout mon cœur de votre inépuisable charité envers nos pauvres entente du Patronage de Saint-Pierre. Cette circonstance me met à même de pouvoir vous expliquer franchement le but d’une œuvre, qui fondée par vous, soutenue par vos efforts, objet continuel de vos soins charitables, doit être placée, et constamment conserveé sous votre vigilante protection, comme j’ose humblement le faire en cet instant, vous priant de vous y interesser de toutes vos forces. Ainsi done, afin de vous en donner une idée bien precise, je vous prie de vouloir écouter avec une bienveillante attention le petit exposé que je vais vous faire de tout ce qui s’est passé, a regard de cette fondation; ce qui certainement ne sera pas sans intéret, et qui pourra vous faire connaître, son but, ses moyens, et ses espeérances.

 

 

Historique.

 

    II n’y a que quelques années que notre digne pasteur Monseigneur l’Évêque ici présent, s’étant rendu a Turin, en me parlant de bien d’affaires, et gémissant sur la quantité d’enfants qui se trouvent exposés à maints dangers soit pour l’âme, soit pour le corps il m’exprima l’ardent désir de les aider dans de si grands besoms.

    Quelque temps apres deux honorables Messieurs de cette même Ville venaient aussi me communiquer la même douleur, au nom des membres de la Société de S. Vincent de Paul a l’égard d’une foule de misérables enfants, qui les jours du Seigneur ne font que courir dans les rues, encombrer les places, crier, blasphémer et commetre {13 [391]} des vols. Cette douleur croissait encore dans l’âme de ces deux Messieurs, à la triste pensée, que ces pauvres enfants, apres tant d’inquiétudes données a leur parents et Supérieurs, auraient fini par terminer leur vie vagabonde dans le cachots des prisons. Grand Dieu! s’ecriaient-ils, n’y aurait-il pas quelques moyens, pour sauver ces âmes, plutôt dégradées par l’abandon auquel elles sont livrées, que par leur propre depravation? Les Patronages que nous avons, sont bien dèjà quelque chose, mais ils sont bien loin de faire face aux besoins impérieux de beaucoup de ces enfants, qui privés de toute ressource, sont réduits à vivre sans toit, sans nourriture, et sans habits. La nourriture de l’âme, leur fait aussi défaut, car les ministres de l’Évangile étant en très-petit nombre ne peuvent pas toujours courir à la recherche de ses brébis errantes. Préoccupés de ces pensées, ces Messieurs avaient eu recours à leur digne Évêque, qui les avait autorisés à se mettre à la tête de cette charitable entreprise. Pour cela ils écrivirent à Turin, et ensuite ils se rendirent en cette ville pour y étudier de près un Hospice destiné à une pareille catégorie d’enfants misérables. Ce fût aussi alors qu’en causant avec moi de la nature de cet œuvre, on tomba d’accord sur le point qui lui est indispensable, c’est à dire, sur la nécéssité d’un local pour y placer des ateliers, y reunir les enfants plus abandonnés, les instruire, et les former a quelque profession utile. {15 [393]}

    Un premier obstacle se présentait dans la recherche d’an local approprié, et quand on l’aurait trouvé, dans la difficulté des moyens de l’acheter et de le soutenir. L’hospice devait se fonder dans cette ville de Nice, pour les pauvres enfants de la cité; dans cette ville qui est par excellence la ville de la charité et de la bienfaisance, la ville éminemment catholique. Pour ce qui à rapport aux moyens matériels la conclusion fût unanime: “Les membres de S. Vincent de Paul auraient fait ce qu’ils pourraient; quant a la charité publique de la ville, on ne pouvait en douter elle ne nous aurait pas fait défaut; le but étant le bien de la Société et le salut des âmes, Dieu est avec nous; bien sur, il nous aidera.”

    Voilà que deux Ecclésiastiques de Turin se rendent à Nice, sans autre attirail qu’une ferme confiance dans la Providence Divine, et par elle aussi dans la charité des Niçois. Ils furent accueillis avec une extreme bienveillance, tous etant convaincus de la n^cessité extreme d’un Institut capable d’accueillir les enfants en danger. C’est bien alors, Messieurs, que vous avez vu votre excellent Prélat dans son âge de 85 ans, courir comme un bon Pasteur de place en place, de rue en rue à la recherche d’un local apte à servir de refuge aux pauvres orphelins abandonnés. Enfin le local se trouva dans la rue Victor N. 21, et les confrères de S. Vincent de Paul se chargèrent pour le moment des frais du loyer.

    Monseigneur l’Évêque procédait à l’inauguration du Nouveau Patronage, y bénissait la chapelle, et célébrait le Saint Sacrifice le 28 Novembre 1875, et dans un discours approprié à cette fête il témoignait la plus vive joie pour les fruits qu’il attendait en abondance du petit grain de sénevé {17 [395]} qui avait été planté. Le nouvel institut fût nommé de S. Pierre, soit en l’honneur de ce grand apôtre, dont Monseigneur l’Évêque porte si bien le nom; soit en hommage au Souverain Pontife Pie IX, qui en faisant a l’œuvre, un don généreux de deux mille francs, avait envoys une benediction speciale a l’lnstitut, aux Bienfaiteurs, et à tous les Promoteurs. Sans aucun délai on se mit a l’œuvre et bientôt un certain nombre d’enfants dans les jours de fête vint s’y réunir, et quelques uns des plus misérables furent installés dans l’asile. Le local ne consistant qu’en quelques piéces au rez de chaussée et dans les entre-sol, se trouvait étroit pour la foule d’enfants qui à chaque instant demandaient à être reçus. Les acceptations ne furent pas nombreuses; cependant ce début avait suffi pour nous convaincre que les enfants revêches et querelleurs, dont naguère l’éducation chrétienne était jugée infructueuse, auraient pu être éloignés des camarades dangereux, et des écrits corrupteurs, en les reunissant dans un local écarté, ou, l’on aurait pu les ramener plus facilement sur la bonne voie, pour en faire d’utiles citoyens, l’honneur de la patrie, et la gloire de notre tres-sainte Religion. Ce petit troupeau, ce faible nombre d’assistés, fit sentir avec plus d’évidence, la nécessité de pourvoir sur une échelle plus vaste au nombre croissant des pauvres enfants du peuple. Par cela même, l’on se mit à la recherche d’un autre local capable d’en contenir un plus grand {19 [397]} nombre, avec un jardin assez vaste qui permit d’entretenir les externes les jours de fête par des divertissants et honnetes amusement. Enfin on le trouva, et c’est la villa de M. Paul Gauthier; dans ce lieu précisément ou nous nous trouvons maintenant réunis. Eloigné des bruits de la ville, assez rapproché pour que les enfants externes puissent y arriver, il fût jugé assez favorable. Après maints pourparlers la défense fût évaluée à la somme de (100000) cent-mille francs environ, y compris le prix d’achat et les frais accessoires. À l’offrande du S. Père, vinrent bientôt s’adjoindre celles de plusieurs autres âmes charitables, en sorte que la moitié de la somme est dèjà payée; et nous avons espoir que l’autre moitié le sera aussi peu à peu.

    Maintenant, Messieurs, si nous portons les regards autour de nous, nous voyons au midi un lieu entouré et clos d’une palissade. Ce lieu servira à la societé de S. Vincent de Paul pour ses œuvres de Charité. L’autre portion du jardin, du coté opposé, qui se trouve derrière la maison, est déstinée a réunir les artisans externes. qui viennent de différentes localités de la ville, pour y passer les jours des fêtes. Non loin d’eux, mais tout a fait séparés, se réunissent à la recréation les internes; c’est à dire ces pauvres enfants qui accueillis, logés, et nourris dans cet Établissement sont le principal objet de l’institution charitable, que nous inaugurons. Une dernière portion du {21 [399]} jardin encore libre sera destinée a l’œuvre du Jeudi, qui a pour but de réunir en ce jour de congé les jeunes étudiants, les y attirer par différents divertissements de gimnastique, de musique de déclamation et des petits spectacles, pour les éloigner des mille dangers qu’ils peuvent rencontrer dans les rues de la Ville. Toutes ces categories d’élèves avant de prendre part aux différents divertissements sont invitees a remplir leurs religieux devoirs, en commençant par la prière. Aussi, si vous aurez la bonté d’étudier la disposition de la maison vous y verrez que quelques chambres ont été converties en chapelle; qui est précisément la petite Église que nous occupons en ce moment. Quelques autres pièces ont été destinées à la cuisine, au réfectoire, et aux dortoirs pour les enfants de l’Hospice; d’autres encore sont pour les écoles, du chant, de musique instrumentale, du Catéchisme, et de lecture, qui ont lieu pendant le jour pour les jeunes externes assez nombreux, qui frequentent le cours des adultes. Il y a aussi des pièces destinées aux cordonniers, tailleurs, menuisiers et relieurs de livres, ce qui compose les différentes institutions de travail adoptées dans notre humble institut.

    Voilà, Messieurs, le petit exposé que je voulais et que je devais vous présenter, pour nous exciter à la reconnaissance envers la Divine Bonté, qui la, ou rien n’était, a fait trouver le nécessaire pour l’accomplissement de ses adorables desseins. {23 [401]}

 

 

But de l’œuvre.

 

    À m’entendre parler d’écoles et de métiers, d’internes et d’externes, d’ouvriers, d’adultes et d’artisans, vous me demanderez: quelle est done la condition des jeunes-gens, et quel est le but de l’œuvre? Je m’empresse de répondre à cette demande aussi juste que raisonnable.

    Deux sont les catégories des élèves. Une des externes c’est-à-dire de ceux qui viennent y passer le saint jour des Dimanches, et qui durant la semaine fréquentent les écoles du soir. L’autre est celle des internes, dont vous pourrez connaître la condition civile, morale, et instructive par les traits suivants. Un enfant se présentait ce matin à l’asile pour y être reçu. Qui est-tu? lui demandais-je. — Je suis un pauvre orphelin. — Ton père vit-il encore? — Il est mort avant que j’eusse pu le connaître. — Et ta mère? — Elle est aussi pauvre que moi, et ne pouvant plus me donner du pain m’a renvoyé à la recherche de quoi vivre. — Comment gagnes tu ton pain? — En jouant du violon. — Et ou donc? — Dans les tavernes et les cafés, mais si je reussis à bien apprendre la musique, j’éspére de pouvoir plus tard aller dans les théâtres, et gagner ainsi bien plus d’argent. — Quel âge as-tu? — De quinze à seize ans. — Sais tu lire, et érire? — Très-peu. — As tu fait ta première communion? — Pas encore. — Par quelques demandes rélatives à son instruction religieuse {25 [403]} on put se convaincre qu’il en ignorait les parties plus élémentaires, et au grand risque de son honneur et de son âme il se trouvait sur la voie de ces malheureux qui peuplent les prisons. Le jour suivant 13 Mars, vint aussi se presenter un autre garçon de seize ans qui n’avait jamais pratiqué ni confessions, ni communions. Il était orphelin, étranger, et que trop déjà engagé dans la voie du mal: il fût aussitôt reçu. Le 14 du même mois fût rencontré un autre garçon qui avait été placé dans un hospice protestant par les parents eux mêmes, réduits au désespoir par la misère. Ce pauvre enfant dégouté des discours qui se faisaient dans cette maison contre les Catoliques, s’en était évadé, mais aussitôt retrouvé il y avait été reconduit par force; il réussit à s’enfuir {27 [405]}, une seconde fois, et ce fût alors, qu’ayant rencontré le Directeur du Patronat de s. Pierre, il fût immediatement accepté. Par ces faits, et autres semblables, vous pourrez, Messieurs, vous faire une idée de la condition de nos patronés. Accueillir les enfants délaissés et en péril, les instruire dans la Religion, placer les externes chez de bons maîtres pour leur apprendre une profession, occuper les internes dans les ateliers établis dans notre maison, leur donner aussi une profession, pour qu’ils soient avec le temps ù même de gagner leur pain; telle est notre tâche. Je vous dirais encore, que le nombre des externes est assez considérable, mais que les internes sont encore en petit nombre, n’étant que 65 seulement. À dire vrai; les demandes d’admission, ne nous font pas défaut et même celles d’urgence dépassent les deux cents, mais l’on ne peut les satisfaire que peu à peu, dans l’attente que la Bonté Divine nous fasse arriver les moyens indispensables pour donner le necessaire à ces chers enfants.

    À ce point de mon exposition je dois satisfaire à une autre question, que vous ne manquerez pas de vous faire à vous mêmes. La petitesse du local, la quantité des demandes pour admission, les frais des réparations, et l’agrandissement du local, et de cette chapelle même ou nous nous trouvons, réclament un édifice plus vaste, et plus élevé, soit pour la célébration des Saints Mistères, et de l’administration des Sacrements, que pour {29 [407]} les leçons du Catéchisme, et les sermons des adultes, au profit des jeunes-gens patronnés, aussi bien que des fidèles du voisinage. Tout ceci est absolument indispensable au but que nous nous sommes proposé; Comment donc y suffire, et trouver les fonds nécessaires pour donner le pain de tous les jours auxjeunes patronnés, leur fournir les habits, pourvoir au personnel des maîtres et des assistants? Comment encore porter à son terme les travaux entrepris, et mettre à exécution les indispensables à commencer? Tout cela n’est que trop vrai; même, je dois ajouter, que pour la continuation des ouvrages commencés l’on a dû contracter quelques dettes, et que cette maison même n’est encore payée qu’à moitié, ce qui fait que nous devons encore cinquante-mille francs à peu près. Malgré cela, Messieurs, j’ajoute encore, qu’il n’y a pas lieu de s’effrayer. Notre appui, et notre espoir est dans cette Providence Divine, qui veillant comme une tendre mère, sur toutes choses, qui pourvoit continuellement aux oiseaux de l’air, aux poissons de la mer, aux animaux de la terre et au lys des champs, ne manquera pas de venir en aide à nous qui confions en Elle, a nous qui sommes è ses yeux bien plus précieux que tous ces êtres matériels et irraisonnables. Plus encore; ce Dieu même qui a inspiré a vos cœurs bienfaisants le généreux dessein de fonder, favoriser et soutenir jusqu’a ce jour cette œuvre bénie ne voudrat-il pas répandre sur vous avec ses grâces, {31 [409]} le courage, la force et les moyens de la continuer? Bien plus; Ce Dieu qui fit en sorte que sans aucune ressource on ait pû fonder ailleurs de semblables Instituts, où se trouvent réunis, logés et nourris quatorze-mille de pes enfants sans le sou d’assuré, ce Dieu dis-je voudrat-il vous abandonner, vous, qui vous vous êtes proposé d’assister la classe la plus pauvre et la plus délaissée, pour sauver des âmes en danger, des âmes pour qui ont été creés le ciel et la terre, et toutes choses que le ciel et la terre renferment; des âmes pour lesquelles notre adorable Sauveur a versé tout son Sang précieux?

    Non, certaiment non, nul doute, nulle crainte, que l’aide du Ciel nous fasse défaut. C’est un grand tort que nous ferions a la Divine Bonté, a notre Sainte Religion, et a votre inépuisable charità. Je ne doute done pas que cette même générosité qui vous a déjà portés à tant de sacrifices pour le passé, puisse permettre qu’une œuvre aussi heureusement commencée ne soit couronnée par un succès également heureux.

    Cet espoir fondé sur la bonté de vos cœurs, a même un appui bien plus solide, dans votre religion, qui vous assure une récompense immense, celle que le bon Dieu tient reservée à ceux qui s’exercent avec amour dans les œuvres de charité.{33 [411]}

 

 

Récompense.

 

    Dieu est riche, d’une richesse et d’une générosité infinie. Étant riche il nous récompensera largement, pour tout ce que nous ferons pour lui; Etant Père d’une infinie générosité; il nous payera la moindre des choses avec abondante mesure. Il a dit dans l’Évangile: Vous ne donnerez pas un verre d’eau fraiche en mon nom a l’un des plus petits, à un indigent, sans qu’il n’obtienne la récompense.

    L’aumône, nous dit-il encore dans le livre de Tobie, purifie l’âme des pechés, fait trouver miséricorde en la présence de Dieu, et conduit à la vie éternelle. Eleemosyna est quae a morte liberat: purgat peccata, facit invenire misericordiam et vitam aeternam.”

    Parmi les grandes récompenses, il y a aussi cette promesse solennelle du Divin Sauveur, qu’il regardera comme faite a Lui-même, toute aumône faite aux malheureux. Si nous voiyons notre bon Jésus s’en aller mendiant par nos places, et par nos rues, venir frapper a nos portes, se trouverait-il encore un chrétien qui ne lui offrit généreusement jusqu’au dernier sou de sa bourse? Cependant le Sauveur est representé dans la personne des pauvres les plus délaisses. Tout ce que vous ferez aux plus méprisables, vous le ferez a moi-même, dit-il. Done ce ne sont plus les pauvres enfants qui nous demandent la charité de l’aumône, éest Jesus lui-même, en leurs personnes. {35 [413]} Que dirons nous de la récompense exceptionelle que le bon Dieu nous réserve dans le moment le plus important, et le plus difficile à l’heure qui sera pour décider de notre vie ou toujours heureuse ou toujours malheureuse? Lorsque, nous nous presenterons, Messieurs, au tribunal Suprème du Souverain Juge pour rendre compte des actions de notre vie, ce qu’il nous rappellera, ne seront pas les maisons que nous aurons baties, les économies faites, la gloire acquise ou les richesses amassées; il nous dira uniquement; venez les bénis de mon Père céleste, venez prendre possession du royaume qui vous a été preparé; car, j’avais faim, et en la personne des pauvres vous m’avez donné à manger, j’avais soif, et vous m’avez donné à boire, j’etais nu et vous m’avez habillé; j’etais sans toit et vous m’avez logé. Tunc dicet Rex his qui a dextris ejus erunt: Venite, benedicti Patris mei, possidete paratum vobis regnum a constitutione mundi. Esurivi enim et dedistis mihi manducare; sitivi et dedistis mihi bibere; hospes eram et collegistis me; nudus et cooperuistis me. (Math. c. 25, vers. 54-56).

    Ces mots consolants et autres semblables, tels qu’ils sont écrits dans l’Èvangile seront prononcés en ce dernier jour par le Juge Souverain. Ensuite il bénira les âmes charitables, et les introduira dans la bienheureuse posséssion de la vie éternelle.

    Pourtant, Dieu qui est un si bon Père, et qui {37 [415]} connait que si l’esprit est prompt, notre chaire est bien faible, veut encore promettre à notre charité le centuple, même en cette vie. Observez Messieurs comment le bon Dieu, nous le donne en maintes occasions, même sur cette terre. Il nous le donne dans les faveurs spéciales pour bien vivre, et bien mourir; il nous l’accorde dans la fertilité des champs, dans la paix et la concorde des familles, dans le succès des affaires temporelles; la santé des parents et amis, la conservation et la bonne éducation des enfants. Le plaisir que l’on éprouve dans l’exercice d’une bonne action, est aussi une récompense de la charité chrétienne. N’est-il pas d’une grande consolation la pensée, qu’avec une faible aumône on contribue à dominer des êtres pervers et dangereux à la société, pour les changer en hommes, utiles à eux mêmes, à leur prochain, et à la Religion? Êtres qui seraient sur le point de devenir les rebelles aux autorités, les infracteurs des lois, marchant sur la pente fa tale qui les conduit aux crimes, et à la prison; pour les reduire à être l’honneur de l’humanité en travaillant, et avec le travail être a même de gagner honnêtement leur vie, faisant ainsi l’orgueil des lieux qu’ils habitent, et des familles à qui ils appartiennent?

    À toutes ces récompenses que Dieu accorde dans la vie présente, et dans celle à venir, il faut y ajouter encore, celle, que les beneficiés doivent a leurs bienfaiteurs. Oui Messieurs nous ne voulons {39 [417]} pas vous priver de cette récompense qui est en notre plein pouvoir. Chaque Ecclésiastique soit Prêtre ou clerc tous les jeune-gens recueillis et élevés dans les maisons de la Congrégation Salésienne, et spécialement ceux du Patronage de S. Pierre, adresseront matin et soir au Ciel des prières particulières pour leurs Bienfaiteurs. Matin et soir, vos patronnés, par des prières spéciales appelleront les bénédictions divines, sur vous, sur vos parents, sur vos amis. Ils prieront le Seigneur de conserver la paix, et la concorde dans vos familles; de vous accorder une santé durable et un vie heureuse, qu’il éloigne de vous tous les malheurs, qui peuvent menacer vos âmes et vos corps; qu’il veuille enfin couronner ses récompenses par le don précieux de la persévérance dans la voie du bien, pour obtenir la dernière des grâces, et quand il plaira au bon Dieu de vous l’envoyer, la grâce de la mort des justes.

    Quant à nous si dans le cours de cette vie mortelle, nous aurons à vous rencontrer dans les rues de cette ville, ou dans n’importe quel autre lieu, oh oui, alors, Messieurs, nous nous rappellerons avec bonheur des bienfaits reçus et nous découvrirons respécteusement nos têtes, pour vous témoigner notre reconnaissance sur la terre, tandis que le bon Dieu vous donnera pour toujours la récompense des justes dans le Ciel pour l’éternité. Centuplum accipietis et vitam aeternam possidebitis. {41 [419]} Le discours terminé, quelques-uns des Invités jugèrent à propos d’ouvrir au moment même une quête en faveur de l’œuvre. Les invités n’étaient pas nombreux, à cause des étroits limites du lieu, et parmi eux presque tous étant du nombre des bienfaiteurs on avait pensé de ne pas l’annoncer; cependant la quête sans préalable invitation, produisit une somme de quinze cents francs environs.

    Après les fonctions de l’Église, on passa à la visite de plusieurs objets exposés dans une autre salle pour en faire une loterie au profit des enfants du Patronage. Lorsque l’on a appris que cette loterie etait destinée a fournir du pain aux enfants de l’œuvre, l’empressement à y prendre les billets fut général.

    Ainsi, nous eûmes le bonheur d’avoir à remercier une fois de plus les personnes charitables qui avaient pris part à la fête, et un motif encore, à nous montrer de plus en plus reconnaissants à la Divine Bonté, qui en maintes manières à chaque instant nous fournit de nouvelles occasions de le louer, et de le benir à present, et pour tous les siècles. {43 [421]}

 

 

Le système préventif dans l’éducation de la jeunesse

    Plusieurs fois j’ai été invité a exprimer verbalement, ou par eécrit quelques penseées touchant le Système qu’on appelle Préventif, adopté dans nos établissements. Le temps jusqu’ici m’a toujours manqué. Voulant satisfaire à cette demande je me borne pour le moment à toucher quelques points qui ne sont qu’un sommaire de ce que je désire publier dans un petit ouvrage à part, si le bon Dieu me le permet, pour venir en aide à ceux qui ont entrepris la tâche si difficile de l’éducation de la jeunesse. Je dirais en quoi consiste le Système Préventif, et pourquoi on doit le préférer; son application pratique et ses avantages.

 

 

I. En quoi consiste le Système Préventif pourquoi il est préférable.

 

    Deux sont les systèmes dont on s’est toujours servi pour l’éducation de la jeunesse, le Système Préventif et le Système Répressif. Le Système {45 [423]} Répressif a pour base le principe, de faire préalablement bien connaître aux dépendants les réglements qui les concernent, ensuite les surveiller avec rigueur, être à même de connaitre les transgresseurs, et aux cas échéants, leur faire subir les consequences de la violation de la loi par les châtiments qu’ils ont mérité. Dans ce Système, les discours et les déhors du Superieur doivent être sévères, même menaçants; et lui-même doit éviter toute familiarité avec ceux qui lui sont sujets.

    Le Directeur pour donner plus de poids à son autorité, doit bien rarement se trouver en contact avec eux; et pour l’ordinaire, alors seulement qu’il s’agit de menacer ou de punir. Ce Système et facile, et moins pénible, et il est spécialement utile dans les casermes militaires, et en général pour les adultes qui sont capables de bien connaître ce qui est conforme à la loi, et a ses prescriptions.

    Le Système Préventif est de toute autre nature, il est même le revers du Système Répressif. Son but, est aussi de faire bien connaître les prescriptions et les réglements de la maison d’éducation, mais sa surveillance est dirigée à empécher préalablement les transgressions, plutôt qu’à les punir. Le Directeur tâchera que les enfants commis a sa garde, ne soient jamais séparés des assistants. Ceux-ci vivant toujours au milieu d’eux sont commes des véritables pères qui ne les quittent {47 [425]} jamais, s’entretiennent familièrement avec eux, ils se font leurs guides en toute circonstance en les conseillant, et même les corrigeant, ce qui est à proprement dire le véritable moyen d’éloigner des enfants la facilité de commettre des fautes.

    Ce Système entièrement appuyé sur le raisonnement, la Religion, et la Charité, s’abstient des châtiments, même légers. Je le crois de beaucoup préférable au Système répressif pour les motifs suiyants.

    I. L’Élève préalablement averti, ne se trouve point humilié par les fautes qu’il peut commettre, connaissant par expérience la bonté du Supérieur, auquel ces fautes ne sont pas rapportées comme à un Juge. Le coupable averti à l’instant ne se cabre point contre la correction, ni contre la punition qui peut lui être infligée, parce que et l’une et l’autre sont accompagnées par un avis bienveillant, qui ordinairement finit par gagner le cœur de l’enfant au point de le persuader de la justice du châtiment, a le lui faire presque désirer.

    II. Un second motif essentiel se rencontre dans le caractère mobile de la jeunesse, qui d’un moment à l’autre oubliant facilement les réglements disciplinaires et les sanctions pénales, fait que l’enfant bien souvent se fait transgresseur d’une loi qui n’est plus présente a son esprit, s’expose à une punition, echappée à sa memoire, deux choses, qui ne lui seraient point arrivées, si la voix d’un ami, lui en eut fait mention. {49 [427]} III. Le Système répressif pourra bien empécher quelques désordres mais difficilement il corrigera les coupables; et l’on a remarqué certains enfants n’oubliant jamais les châtiments reçus, conservant le plus souvent de l’amertume avec désir de secouer le joug, quelque fois même de se venger. Il semble parfois qu’ils n’y fassent pas grand cas, mais en les suivant de près, l’on vient à reconnaître que bien des fois les souvenirs de la jeunesse sont terribles. Ils oublient aisément les punitions des parents, mais très difficilement celles qui leurs viennent des Instituteurs. À l’appui de ce que j’avance, j’aurais bien des faits à vous raconter de certains enfants qui châtiés même justement, ont différé jusqu’à un âge avancé l’accomplissement d’une brutale vengeance.

    Dans le Système Préventif il n’y a pas cet écueil. Le Supérieur est l’ami de ses élèves, qui reconnaissent en lui l’homme qui les dirige à la vertu, dont le seul but est celui de les rendre meilleurs, en les éloignant des chagrins, des punitions, et du déshonneur.

    IV. Le Système Préventif fait que les Élèves s’affectionnent de plus en plus à leur Instituteur; ce qui le rend maître de leur cœur, si bien qu’il pourra toujours leur parler ce langage de sincère ami soit dans le cours de l’éducation, comme quand il aura à les conseiller sur la voie à suivre dans le monde. Cet empire bienveillant ne manquera son effet, et les bons conseils de l’Instituteur {51 [429]} pourront les suivre avec grand avantage dans le choix d’une carrière et dans les différents emplois de la vie civile ou commerciale. Voilà messieurs pourquoi je pense que le Système Préventif soit préférable au Système Répressif.

 

 

II. Application du Système Préventif.

 

    La cléf de ce Système est tout entière dans les mots de S. Paul Charitas benigna est, patiens est, omnia suffert, omnia sperat omnia sustinet. La charité est affable, est patiente; elle souffre tout, elle espère tout, et elle supporte tout. Par cela même le seul véritable Chrétien peut avec succès faire l’application de ce Système. La Religion, et le Raisonnement sont les deux instruments dont l’Istituteur doit constamment se servir; les apprendre aux Élèves, les pratiquer lui-même, c’est l’unique moyen d’être obéi par eux, le seul pour atteindre son but.

    I. Le Directeur doit se sacrifier en tout pour ses Élèves; il ne doit jamais accepter des emplois qui l’éloignent de son devoir; de plus il doit se trouver au milieu d’eux, toutes les fois qu’ils ne sont pas occupés par les devoirs d’obligation; à moins qu’ils ne soient surveillés par les assistants.

    II. Les maîtres, les chefs d’atelier, les assistants doivent être des personnes irréprochables en ce qui regarde les mœurs. L’égarement d’un seul {53 [431]} pourrait compromettre toute une institution. IL faut en conséquence, veiller à ce que les enfants ne soient jamais seuls. Autant que possible les assistants les précéderont à l’endroit où ils doivent se réunir, s’entretiendront avec eux jusqu’à ce qu’ils soient remplaces par d’autres assistants, et ils ne les laisseront jamais dans l’oisiveté.

    III. Pleins pouvoirs soient donnés de jouer, sautiller, courir, et criarder. La gymnastique, la musique, la déclamation, le petit théatre et les promenades sont des moyens très-puissants pour conserver la discipline, la moralité, et la santé. Il faut seulement faire bien attention, qu’il n’y ait rien à dire sur les divertissements, sur les personnes qui y prennent part, et sur les discours que l’on y tient. Saint Philippe de Néri, le grand ami de la jeunesse disait à ce propos; faites ce que vous voulez; il me suffit que vous ne commettiez aucun péché.

    IV. La fréquentation de la confession, et de la Communion, la Messe tous les jours sont les colonnes qui doivent soutenir l’édifice de toute éducation, si l’on veut y bannir les menaces, et les punitions. Il ne faut pas cependant jamais employer la contrainte, mais il faut leur en donner la facilité. À l’occasion des retraites triduums, neuvaines, prédications, et catéchismes, on doit s’efforcer de leur faire comprendre la beauté, la grandeur, et la Sainteté de cette religion, qui nous offre des moyens de salut si pratiques, et {55 [433]} si utiles à la Société, à la paix du cœur, au salut de l’âme, tels que les Saints Sacrements. Par cela les enfants accepteront spontanément et fréquenteront de grand cœur les exercices de piété (1).

    V. Il est essentiel de bien veiller à ce que jamais ne s’introduisent dans la maison des livres mauvais, ou des personnes qui y fassent des mauvais discours. Le choix d’un ben portier, est un trésor pour une Maison d’éducation.

    VI. Chaque soir après la prière, et avant que {57 [435]} les élèves aillent se coucher, le Directeur, ou celui qui le remplace, adressera aux enfants quelques paroles affectueuses, leur donnant des conseils touchant le bien qui est à faire, ou le mal qui est à fuir; et il aura soin de faire de la moralité pratique sur les événements qui se sont passes dans la journée, ou dans l’intérieur de l’établissement ou au dehors; il doit cependant être court, et ne jamais dépasser les deux ou trois minutes. Voici messieurs la clef de la moralité, du progrès, et du bon succès de l’éducation.

    VII. Il faut fuir comme pestilentielle l’opinion de quelques uns qui voudraient renvoyer la première communion a un âge trop avancé, lorsque le plus souvent le Démon a déjà flétri le cœur d’un enfant, au préjudice incalculable de son innocence. Dans la primitive Église on avait coutume, de donner aux enfants les Hosties consacrées qui restaient de la Communion Pascale; d’où nous pouvons conclure à quel point l’Église désire que les enfants soient admis de bonne heure à la Sainte Communion. Lorsqu’un enfant est capable de distinguer entre Pain, et Pain, et qu’il possède une instruction suffisante, il ne faut pas avoir égard à l’âge, mais faire en sorte que le Roi des cieux, vienne régner dans cette âme innocente.

VIII. Les catéchismes recommandent la Communion fréquente. Saint Philippe de Néri, conseillait qu’on la fit chaque semaine, et même plus souvent. {59 [437]}

    Le Concile de Trente, dit clairement qu’il est à désirer que chaque fidele en assistant a la Messe fasse aussi la Communion. Cette Communion, ne doit pas être seulement Spirituelle, mais Sacramentelle, afin de pouvoir retirer en abondance les fruits de cet auguste, et divin Sacrement. (Conc. Trid. Sess. XXII, Cap. VI).

 

 

III. Utilité du Système Préventif.

 

    On pourra objecter que ce Système est difficile en pratique. Quant aux élèves, il est plus facile, plus satisfaisant et plus avantageux. Les maîtres y rencontreront des difficultés, que cependant ils peuvent diminuer, s’ils se mettent à l’œuvre avec zèle. Le maître doit être absolument dévoué au bien de ses élèves; il doit être prêt à affronter tous les dérangements, et tous les travaux pour arriver à son but, l’éducation complète de ses élèves.

    Aux avantages ci dessus exposés, il faut ajouter encore que:

    I. L’élève sera toujours l’ami du maître et se rappellera toute sa vie avec bonheur la direction qu’il a reçue; il verra des pères et des frères dans les maîtres et dans les autres supérieurs. Ces élèves sont pour la plupart, en quelque endroit qu’ils aillent, la consolation de la famille, des citoyens utiles et des bons chrétiens. {61 [439]}

    II. Quel que soit le caractère, le naturel, l’état moral d’un élève à l’époque de son entrée dans la maison, les parents peuvent être bien sûrs que leur enfant ne tombera point en pire état, et on peut leur affirmer qu’il y aura toujours quelque changement en bien. De plus, certains enfants qui longtemps ont été le fléau de leurs parents, qui même ont été repoussés des maisons de correction, cultivés suivant ces principes, ont changé d’inclinations et de caractère, ce sont rangés à une vie réglée, et maintenant occupent des places honorables dans la société, ou ils sont devenus les soutiens de leur famille, et même l’honneur du pays qu’ils habitent.

    III. Les enfants ne peuvent pas se nuire les uns les autres; et si par malheur il s’en trouvait quelqu’un avec des mauvaises habitudes, il ne pourrait pas faire du mal a ses camarades. Ceux-ci ne pourront pas être gâtés; car l’assistant étant toujours présent, il n’y aura ni le temps, ni l’endroit, ni l’occasion favorable au génie du mal.

 

 

Un mot sur les punitions.

 

    Quelle régle doit-on suivre pour donner les punitions? Tant qu’il est possible il faut s’abstenir de châtier; lorsque la nécessité obligerait à réprimer quelque désordre, il est nécessaire de rappeler ce qui suit: {63 [441]} I. Le maître doit tâcher de se faire aimer par les élèves, s’il veut qu’on le respecte. En ce cas une reserve d’apparence moins amicale est un châtiment, mais un châtiment qui excite l’émulation, fait courage et n’humilie jamais.

    II. Pour les enfants tout peut servir de punition. On a observé qu’un regard sévère produit sur quelques uns plus d’effet qu’un soufflet. Les louanges, lorsqu’une chose est bien faite, le blâme, lorsqu’il-y-a de la négligeance, sont déjà des récompenses et des punitions.

    III. Quelque cas extraordinaire excepté, les corrections, les châtiments ne doivent jamais se donner en public, mais en particulier, loin des compagnons, et surtout avec beaucoup de prudence et de patience pour que l’enfant puisse comprendre son tort par le moyen de la raison et de la religion.

    IV. Le Directeur doit faire bien connaître les règles, les récompenses et les punitions établies par les lois de la discipline, afin que l’enfant ne puisse pas s’excuser en disant: Je ne savais pas que cela fût défendu.

    Je crois que les Instituts, qui mettront en pratique ce Système pourront obtenir de grands avantages, sans recourir aux châtiments violents. Il y a environ quarante ans que je suis au milieu de la jeunesse et je ne me rappelle pas d’avoir donné des punitions, et avec l’aide de Dieu j’ai toujours obtenu, non seulement ce qui était d’obligation, mais cela même que je désirais simplement, et je l’ai obtenu de ces enfants dont on avait perdu toute esperance sur leur avenir. {65 [443]}

 

 

Índice de assuntos

 

ABERTURA do Patrocínio de São Pedro

 página. 4

Discurso do Rev. Dom Bosco

 10

Storia

 12

Finalidade do Instituto

 24

Misericórdia

 34

 

IL SISTEMA PREVENTIVO

NA EDUCAÇÃO DE JOVENS

 

E. Em que consiste o Sistema Preventivo e por que deveria ser preferido

 44

II. Aplicação do Sistema Preventivo

 52

III. Utilidades do Sistema Preventivo

 60

Una parola sui castighi

 62

 

{ [444]}

 

TABLE DES MATIÈRES

 

INAUGURATION du Patronage du S. Pierre

 pag. 5

Discours du Rev. Abbé Bosco

 11

Historique

 13

But de l’œuvre

 25

Récompense

 35

 

LE SYSTÈME PRÉVENTIF

DANS L’ÉDUCATION DE LA JEUNESSE.

 

I. En quoi consiste le Système Préventif pourquoi il est préférable

 45

II. Application du Système Préventif

 53

III. Utilité du Système Préventif

 61

Un mot sur les punitions

 63

 

{ [445]}

 

            V. nihil obstat.

Taurini, 3 Augusti 1877.

Joseph Zappata Vic. Gen. { [446]} { [447]} { [448]}

 




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