Acervo Dom Bosco

IL GALANTUOMO. ALMANAQUE PARA O ANO DE 1881

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São João Bosco - Obras publicadas.

IL GALANTUOMO. ALMANAQUE PARA O ANO DE 1881

 

ANO XXIX

BRINDE OFERECIDO AOS ASSOCIADOS DAS LEITURAS CATÓLICAS {89 [441]}

 

 

TURIM TIPOGRAFIA SALESIANA {90 [442]}

 

 

[é anteposto às obras reimpressas apenas parcialmente; é anteposto aos escritos atribuídos ou atribuíveis a Dom Bosco]

 

 

 

 

ÍNDICE

Prefácio  2

Il Galantuomo aos seus amigos 2

Índice  3

 


Prefácio

 

Il Galantuomo aos seus amigos

 

Ao preparar-me para enviar-vos meus votos, meus amigos, um pensamento me perturba a mente; e, como entre amigos de antiga data convém que tudo seja manifesto, não deixarei de exteriorizá-lo.

Ao expirar um ano e ao surgir outro novo, dizem, ou melhor, costumamos também nós dizer, que temos um ano a mais.

Eu, por exemplo, a quem me pergunta, sem preâmbulos e prontamente respondo que {3 [443]} tenho 65 anos. E vós, amigos, e vós quantos anos tendes?..... Quantos anos tenho!... Quantos anos tendes!? Ai de mim, quão mal convém o verbo ter nesta pergunta, e quanto erramos ao empregá-lo na resposta!

Nós, simplórios, não percebemos que a coisa acontece justamente ao contrário, e que os anos que dizemos ter são justamente aqueles que já não temos. São eles o terrível subtraendo daquela operação aritmética, eu diria incompreensível, e única, na qual deveríamos manter fixa nossa mente a todo momento.

A meu juízo, o bom Deus, ao pôr-nos no mundo, assinalou em seu Livro um número de anos conhecido somente por Ele, e que a ninguém é dado ultrapassar, e disse: este seja, ó homem, o teu número minuendo; e nós vivemos, e a cada ano o Senhor vai subtraindo uma unidade daquele número. Para mim, meus amigos, para mim já subtraiu 65..... e para vós.....? Ora, resta ainda um restante? Esse {5 [444]} restante é ainda considerável? São ainda 50 os anos que nos esperam para consumir nosso minuendo? São talvez só 20, ou ainda menos? São talvez só 5, ou este 1881 fará o saldo? Terrível mistério!

Os anos que transcorreram são a flor de nossa vida, que já secou; são anos durante os quais passamos por todas as sensações que nos esforçamos por encontrar, e apenas encontradas, também se desvaneceram.

Este bendito 1880, agonizante e agora morto, foi, como seus irmãos passados, ano de chuva e de sol, de bem e de mal, porém mais de mal, oh sim! mais de mal que de bem; os jovens, esses benditos jovens, com a cabeça cheia de esperanças sempre novas, acharam-no bastante longo; mas demasiado breve o acharam os velhos como eu, que vivem de memórias de um tempo que foi.

Na rápida sucessão dos doze meses deste já sepultado 1880, amou-se, odiou-se, {5 [445]} houve quem vivesse feliz, tanto quanto se pode neste vale de lágrimas, riu-se, chorou-se e sofreu-se não pouco.

Alguém permaneceu indiferente a tudo: infeliz!.....

Mas..... sim, se se afrouxa o freio à fantasia, ela não conhece limite. Em vez de votos alegres e felizes, minhas palavras não soam senão tristes memórias, que deveriam ser mandadas para bem longe, se não fossem, como infelizmente são, belas e boas verdades.

Eu, portanto, Galantuomo de nome e de fatos, ofereço aos meus amigos, nestas páginas, o Almanaque para 1881.

Ele foi feito para que os católicos (que tais são certamente meus amigos) tenham uma lembrança a distribuir entre seus parentes, amigos e conhecidos, e para que todos, vendo como os dias e os meses voam, procurem o modo de passá-los bem, com paz e harmonia.

Por isso, se todos os que se honram de ser católicos e verdadeiros católicos, tendo à frente o admirável Sumo Pontífice Leão {6 [446]} XIII, não olharem com desdém para este Almanaque, escrito com o santo fim de impedir a ímpia e imoral propaganda de não poucos outros, prometo reapresentar-me, agradando a Deus, como rejuvenescido no ano vindouro.

Agora, antes de despedir-me de vós, não posso deixar de pedir-vos e suplicar-vos, católicos meus amigos, o vosso concurso e a vossa cooperação em ler este Almanaque, fazê-lo ler, conhecer, vender e propagar.

Tratando-se da causa de Deus, que é causa da sociedade e ainda nossa causa, causa de vida e de morte para cada indivíduo da grande família cristã, lisonjeio-me de que recebereis com gosto minhas palavras e, com vossa cooperação, me aliviareis a difícil empresa.

Que Deus, entretanto, nos ajude, nos abençoe e escute os votos que por vós e por si eleva ao seu Trono o vosso amigo

Il Galantuomo. {7 [447]} {8 [448]}

 

 

Índice

 

Prefácio - Il Galantuomo aos seus amigos

pág. 3

Calendário para o ano de 1881

9

O Santíssimo Nome de Maria

23

Pensamentos sobre a correção dos próprios filhos

25

Vigiai sobre vossos filhos e afastai-os dos maus livros

28

Madrasta desnaturada

32

Protestantes

34

 

 

Variedades.

 

Um negociante francês que acumulou um tesouro para o céu

36

Edificantíssimo exemplo de um soldado e sua bela resposta

37

A predição de um marinheiro

38

Prêmio do amor ao próximo

39

Generosidade de uma pobre mulher

40 {77 [449]}

O amolador caridoso pág.

41

Uma inglesinha missionária

42

Aprendamos bem e saibamos aproveitar

43

Nossa Senhora do nosso internato

44

Não maltratemos nunca ninguém, sobretudo os loucos

46

 

 

Novelas.

 

Não suspeitemos mal do próximo

51

O medo é feito de nada

54

Um avaro

57

Matemática pura

58

Entusiasmo francês

59

Um prêmio fora de propósito

idem

Elegâncias lapidares

60

O marinheiro

idem

Não o como ou onde morreremos deve assustar-nos, mas como viveremos deve estar em nosso coração

61

 

 

Anedotas, facécias etc.

 

Anedotas e facécias variadas

62 {78 [450]}

 

 

Coisas úteis e instrutivas.

 

A pena elétrica de Edison

pág. 70

A pequena lavagem de roupa

71

Nova vantagem que se pode tirar das urtigas

72

Os invernos mais rigorosos

73 {79 [451]}

 

Visto, nada obsta à impressão.

Turim, 13 de setembro de 1880.

ZAPPATA Vig. Ger. {80 [452]}

 




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